2º DOMINGO DE JUNHO – DIA DO PASTOR

Compartilhar contigo, as dores e lutas de colegas ministeriais, pois há alguns anos assumi a posição de pastorear pastores, e muitas vezes o que consegui fazer com eles, foi apenas “chorar com os que choram”.
Muitos têm a ideia que a vida de pastor é uma vida fácil, que vivem todos os dias felizes, alegres, fortes e motivados, um tremendo engano. Pastor sofre, tem medos, dúvidas, ansiedade, dores, problemas e dificuldades como qualquer outro ser humano, e muitas vezes até maior do que os outros.
Tudo começa com “O CHAMADO”, quem não tem um chamado para servir, nunca entenderá o que passa no coração de um pastor; agora este chamado precisa ser maior do que a própria vida, por ele vai enfrentar adversidades, problemas, resistências e lutas.
Muitas vezes vai ser incompreendido, vão dizer que não deu atenção, ou que foi injusta a sua decisão, ou então, que não soube ministrar um sermão, poderia ter sido melhor, ou então vão julgá-lo, dizendo que é bravo e até grosso, enfim…
Muitas vezes levam o nome de tantas coisas que não são, sofrendo pressões de todos os lados; do mundo, dos irmãos, da família, do inferno!
O homem de Deus também chora como qualquer outra pessoa, mesmo tendo suas dores, tem que superar para ministrar a outros que muitas vezes estão com dores e problemas infinitamente menores, mas que esperam dele uma Palavra, uma Oração, um apoio, um conselho!
Não quero que tenham pena de um pastor ou ministro, mas que ame, cuide, sem julgamentos, condenação, apenas ore, ajude, compreenda. Sei plenamente dos “maus exemplos” de pastores que desobedecem a Palavra de Deus e escandalizam o rebanho do Senhor, mas, mesmo assim, não generalize, coloque-os nas mãos do Senhor, e descanse em Deus.
Embora tenham um chamado, são “seres humanos”, falhos, que também lutam com seus pecados, pensamentos e sentimentos.
Deus compara a vida ministerial com um rebanho de ovelhas e seu líder – o “pastor de ovelhas”.
Moisés passou 40 anos nos palácios e regalias do Egito, 40 anos no deserto de Midiã, para aprender a dominar suas paixões, aprendendo a ser humilde para depois guiar o povo de Deus (só de homens 600 mil, sem contar mulheres e crianças) do Egito à Terra Prometida.
Deus tirou Moisés de um deserto (Midiã), para conduzir o povo de Deus no deserto antes de chegarem à terra prometida, e neste período Moisés que pastoreava as ovelhas do sogro, teve um ministério de 40 anos guiando o povo no deserto, Deus lhe tirou de um rebanho de animais, e lhe deu um Rebanho de Vidas Humanas, com maiores desafios, murmurações, reclamações, pedidos e desafios.
Moisés aprendeu com as ovelhas (animal), a ter paciência, pulso firme, convicção, caráter; mas mesmo assim, chegou um momento que se esgotou e bateu na Rocha duas vezes, e por isso não entrou na Terra Prometida.
Moisés com toda capacidade e conhecimento, com todo o treinamento e preparo falhou, que diremos nós?
Por isso todo aquele que exerce autoridade tem que se submeter a uma autoridade humana, o que chamamos de cobertura! Ter uma cobertura sobre ele, lhe garante, lhe dá respaldo e segurança, proteção, direção e estratégia.
Pastor tem que pastorear o rebanho e não ser pastoreado pelas ovelhas. Tem que tirar os carrapichos, limpar as ovelhas, cuidar do ambiente em que as ovelhas vivem, cuidar o que elas comem, saber se a ovelha está doente ou não.
Um trabalho junto ao redil requer sacrifício, renúncia diária, muita dedicação, vigilância e as vezes disposição para muitas noites em claro junto às ovelhas, pôr ocasião de alguma perda na família, doença ou até problemas que as assole.
Não são poucos pastores que tem tido uma morte precoce, infartos e doenças das mais adversas possíveis, devido às pressões e cobranças ministeriais.
Órgãos competentes dos Estados Unidos têm confirmado que 1 hora de ministração o desgaste equivale emocionalmente a 8 horas de trabalho braçal pesado.
Há pouco tempo atrás, um pastor teve um infarto fulminante aos 48 anos sendo levado a óbito, os médicos legistas ao analisarem os órgãos para ver a causa da morte, chegaram à conclusão que o coração deste pastor se comparava a uma pessoa de aproximadamente 90 anos, sem entender começaram a investigar sua história de vida e chegaram à conclusão que cada ano de ministério desse homem equivalia a 3 anos vividos, sendo assim cronologicamente ele tinha 48 anos, mas tinha 20 anos de ministério, multiplicado por 3 (equivalente a 60 anos), somado aos 28 anos quando começou o ministério = “idade do coração 88 anos.
Nunca vamos encontrar o pastor perfeito nesta terra, mas graças a Deus fazemos parte do Rebanho do Sumo Pastor Jesus Cristo, em quem não há falha, nem sombra de variação; porém devemos abençoar, honrar e orar pelos nossos pastores, para que Deus dê sabedoria e graça a cada um deles para que possam cumprir seu chamado.
Parabéns PASTORES!
Claayton Nantes

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